Dez anos é muito tempo: “Memorial” dos Moonspell

A música, nesta semana, há precisamente dez anos

Todas as semanas, a página de Facebook do blogue Dez Anos é Muito Tempo vira página de nostalgia, principalmente para todos os que nasceram em 1980 e troca o passo. Notícias, concertos, discos, canções e citações com uma década em cima preenchem um mural de lamentações.

Notícias/Concertos

Era diagnosticada leucemia linfoblástica aguda à lenda do psicadelismo Arthur Lee. Os Dirty Pretty Things (banda de Carl Barât, guitarrista dos Libertines) atuavam no Santiago Alquimista. Entretanto, os The Prodigy eram confirmados no Sudoeste tmn e 50 Cent no Super Bock Super Rock.

Disco

É um exercício interessante assistir à recente polémica entre os Moonspell e os críticos nacionais, com os primeiros a apontar a negligência mediática dos segundos ao metal. Os Moonspell em 2006 gozavam de uma atenção que não notamos em 2016. Não eram referenciados por webzines como a Pitchfork ou a Fader, mas tinham a atenção das influentes Sputnikmusic e da Pop Matters. É de valor. Era. De facto, em 2016, acompanhando a perda de força do género, sobram apenas os blogues e sites dedicados ao género, os meios especializados. Há uma perda de interesse do grande público que não está a ser contabilizada: basta pensar na quantidade de festivais que os Moonspell faziam há dez anos. Memorial foi o sétimo disco em 11 anos e mantinha a tradição de não repetição, característica que foi distinguindo a banda de Fernando Ribeiro ao longo das últimas duas décadas e dos vários registos discográficos. Aqui a novidade estava no protagonismo dos sintetizadores.

Obituário

Proof, rapper dos D12, era morto à saída de um clube noturno em Detroit. Tinha 32 anos.