Dez Anos É Muito Tempo: O fim/início de uma era

A música, nesta semana, há precisamente dez anos

Todas as semanas, a página de Facebook do blogue Dez Anos é Muito Tempo vira página de nostalgia, principalmente para todos os que nasceram em 1980 e troca o passo. Notícias, concertos, discos, canções e citações com uma década em cima preenchem um mural de lamentações.

 

Notícias/Concertos:



A Música no Coração cria o MUSICard CP, Marcelo D2 é confirmado no Sudoeste tmn, os Black Dice actuam em Vila Nova de Famalicão e os Pendulum sobem ao palco do Swing Club, no Porto. O Blitz chega ao fim enquanto jornal periódico semanal.

Disco

Pode dizer-se que St. Elsewhere completa a ponte para a idade digital do single. Do single, sublinhamos, pois o mercado do download foi essencialmente definido assim, por canções soltas. Estávamos ainda longe da propagação do streaming que domina o mercado em 2016. “Crazy” é então o primeiro single a atingir o #1 do top britânico numa altura em que existia apenas em formato digital. Antes dos Gnarls Barkley, Cee Lo Green e Danger Mouse eram relativamente conhecidos. Danger Mouse afirmava-se como fenómeno da Internet: The Grey Album, Demon Days dos Gorillaz e o álbum colaboração com MF Doom. Cee Lo vinha investindo na sua carreira a solo, depois de sete anos de Goodle Mob. Nenhum dos dois estaria à espera que este divertido combo soul, funk e hip hop fosse alvo de tamanha atenção. Tanto a nível crítico e comercial, o ano foi deles.

Citação

Depois de confirmar o regresso aos discos com os Stooges, Iggy Pop esclarece: “são as mesmas paixões e os mesmos problemas, embora os problemas estejam mais silenciados – continuo a ser o centro das atenções.”