A música, nesta semana, há precisamente dez anos
Todas as semanas, a página de Facebook do blogue Dez Anos é Muito Tempo vira página de nostalgia, principalmente para todos os que nasceram em 1980 e troca o passo. Notícias, concertos, discos, canções e citações com uma década em cima preenchem um mural de lamentações.
Notícias/Concertos
Arctic Monkeys estreiam-se em Portugal e atuam no Paradise Garage. Os Keane sobem ao palco da Aula Magna. Lazemby, Brakes e Zero 7 são confirmados no Sudoeste tmn e Morrissey e Yeah Yeah Yeahs em Paredes de Coura.
Discos
Imaginem que tinham oportunidade de colaborar com o vosso melhor amigo e até calha desse vosso amigo ter talento. Os Raconteurs são isso, o encontro entre um amigo (Jack White) com um amigo (Brendan Benson) que, por sua vez, convida outros dois amigos (Jack Lawrence e Patrick Keeler). O resultado é bom: rápido, com boas melodias, bons riffs, boas canções. E, vá, numa altura em que Jack White ainda é “apenas” os White Stripes, vale a pena assinalar a existência de uma banda com baixista.
É difícil imaginar um mundo sem Burial, sem este som que parece que esteve sempre aqui. O dubstep que Burial inventou é uma coisa anterior ao seu tempo, um tempo que viria acontecer nos anos que se seguiram, com o misterioso produtor também a fazer parte da história e a aprimorá-lo com esse documento fundamental de nome Untrue. Ao querer ficar longe dos holofotes, Burial acaba por criar uma aura misteriosa em redor da sua persona. Burial, esta estreia, é de culto, e é fundamental para perceber a música de dança (não muito dançável) dos últimos dez anos. Poderíamos ter mencionado a fusão de 2-step, jungle e UK garage lá atrás, mas este disco é muito mais do que uma soma de estilos.