A música, nesta semana, há precisamente dez anos.
Todas as semanas, a página de Facebook do blogue Dez Anos é Muito Tempo vira página de nostalgia, principalmente para todos os que nasceram em 1980 e troca o passo. Notícias, concertos, discos, canções e citações com uma década em cima preenchem um mural de lamentações.
Notícias/Concertos
Os Led Zeppelin reuniram-se em palco, mas apenas para receber o Polar Music Prize. Os Dresden Dolls atuaram na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Nos festivais, Vilar de Mouros confirmava The Datsuns e Mojave 3 e Paredes de Coura assegurava Os Maduros, nova banda de Alexandre Soares (GNR, Três Tristes Tigres), Jorge Coelho (Zen, Mesa), Pedro Gonçalves (Dead Combo, Tim) e Fred (Yellow W Van) e Zé Pedro (Xutos & Pontapés).
Aconteceram os primeiros dois dias da segunda edição do Rock in Rio, com Shakira, Jamiroquai, Guns’ n’ Roses e The Darkness e o primeiro ato do Super Bock Super Rock, com Soulfly, Within Temptation, Korn, Alice in Chains, Placebo, Deftones e Tool.
Disco
Dizem os relatos da altura que este homónimo do projeto Peeping Tom era a ideia de disco pop para Mike Patton. Há referências como um “Oops, I did it again” em “Mojo” e os refrães soam de facto propositadamente popizados. Não sabemos se o manifesto de intenções de Patton já estaria premeditado, mas é a isso que soa: um disco forçado, com a marca autoral do artista (scratches, colaborações inusitadas, como a de Norah Jones), referências tribais e hip hop. Mas Patton soa melhor quando não diz ao que vai. E a verdade é que já tinha provado fazer boa pop com os Faith No More. Uma desilusão? Sim.