A música, nesta semana, há precisamente dez anos
Todas as semanas, a página de Facebook do blogue Dez Anos é Muito Tempo vira página de nostalgia, principalmente para todos os que nasceram em 1980 e troca o passo. Notícias, concertos, discos, canções e citações com uma década em cima preenchem um mural de lamentações.
Notícias/Concertos
Vários nomes fecham o cartaz do Super Bock Super Rock XL. Nomeadamente: Soulfly, Devil in Me, Twenty Inch Burial, Cinemuerte, Bizarra Locomotiva, Dapunksportif, If Lucy Fell, X-Wife, The Vicious Five, dEUS, The Cult, Editors, Keane, The Legendary Tigerman, Linda Martini, Peace Revolution, The Weatherman, Kalibrados, Boss AC, Patrice, Colectivo Footmovin´, Mercado Negro, Factos Reais e Mind da Gap.
Discos
Dez anos sem Tool. Depois de 10.000 Days, o carismático Maynard James Keenan encostou aqueles que terão sido os seus grupos mais importantes: A Perfect Circle e Tool. A aposta ao longo da última década recaiu nos Puscifer. É um álbum mais confessional, mais perto dos A Perfect Circle. Mais amado pelos fãs do que pelos críticos.
O homónimo dos Pearl é um daqueles discos que fica bem dizer que tem mais importância do que qualidade. É o regresso dos Pearl Jam aos verdes anos, os de Ten e Vs. Pouco memorável, mas menos chato para os não fãs.
Os Snow Patrol fizeram-se ao grande público e o engate resultou. “Chasing Cars” é a canção mais reconhecível, mas são cinco os singles de um disco que aspira ao épico. Ao ponto de tentar coros gospel.
E, por fim, há Neil Young, ele que nos anos 90, colaborou com a banda de Eddie Vedder e que ensina os Snow Patrol a usar coros gospel, precisamente. Living With War é um declarado disco de protesto. É contra Bush e tudo o que rodeou os dois acidentados mandatos do antecessor de Obama. Quer isto dizer que há no melhor destes quatro álbuns referências à Guerra do Iraque, o aumento dos preços do petróleo e o Furacão Katrina. Ao contrário dos muitos músicos contemporâneos, não se deixou ultrapassar pela idade digital. Living With War acabou por ser disponibilizado em streaming. Para acabar, uma frase feliz/infeliz (decidam vocês) do crítico do Austin Chronicle, que assim descreveu o disco: “American Idiot for hippies”.