Maio 22, 2022

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Deslizamentos e inundações matam pelo menos 117 em Petrópolis, no Brasil

PETRÓPOLIS, Brasil, 17 Fev (Reuters) – O número de mortos por deslizamentos de terra e inundações na cidade de Petrópolis, da era colonial, no Brasil, subiu para 117 nesta quinta-feira e deve aumentar ainda mais à medida que a região sofre com as chuvas mais fortes em quase um século.

Fortes chuvas à tarde, quando a cidade registrou cerca de 6 cm (2,36 polegadas) de chuva, causaram ainda mais instabilidade no solo e atrapalharam os esforços para encontrar sobreviventes e limpar os escombros. A previsão é de até 4 cm de chuva durante a noite na região, segundo meteorologistas.

“Há pelo menos seis crianças aqui e pode haver mais dos vizinhos”, disse Fabio Alves, um morador, que observou que os socorristas não estavam fazendo buscas naquela área. “Estamos estimando mais de 10 pessoas enterradas aqui e precisamos de ajuda”, disse ele.

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Mais de 700 pessoas tiveram que deixar suas casas e se abrigar em escolas locais e outros alojamentos improvisados. O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, comparou nesta quarta-feira os danos a uma zona de guerra.

“Estou aqui esperando encontrar minha esposa. Tenho certeza de que ela está aqui. A vizinha de baixo disse que ela estava na sacada quando o deslizamento aconteceu”, disse Marcelo Barbosa, outro morador.

Há informações conflitantes sobre o número de vítimas da tragédia. A polícia disse que mais de 100 pessoas estão desaparecidas, enquanto a promotoria disse que pelo menos 35 pessoas estão desaparecidas.

Durante o dia, o necrotério local foi forçado a usar um caminhão refrigerado como apoio, pois mais vítimas estavam sendo trazidas enquanto outros corpos ainda eram esperados para serem identificados por suas famílias.

O chefe da defesa civil do Rio de Janeiro, Leandro Monteiro, trabalhou durante a noite, com pouca iluminação em terreno encharcado para encontrar sobreviventes. Ele está entre os mais de 500 socorristas, junto com vizinhos e parentes das vítimas que ainda procuram seus entes queridos.

“Moro aqui há 44 anos e nunca vi nada assim… Todos os meus amigos se foram, estão todos mortos, todos enterrados”, disse a moradora Maria José Dante de Araujo.

As chuvas, que só na terça-feira ultrapassaram a média de todo o mês de fevereiro, provocaram deslizamentos de terra que inundaram ruas, destruíram casas, arrastaram carros e ônibus e deixaram cortes de centenas de metros de largura nas encostas da região. consulte Mais informação

Foi a maior chuva registrada desde 1932 em Petrópolis, destino turístico da serra do estado do Rio de Janeiro, popularmente conhecida como “Cidade Imperial” por ser o refúgio de verão da realeza brasileira no século XIX.

“Eu nem tenho palavras. Estou devastado. Estamos todos devastados pelo que perdemos, por nossos vizinhos, nossos amigos, nossas casas. E ainda estamos vivos, e aqueles que se foram?” disse a moradora Luci Vieira dos Santos.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que prometeu visitar a região ao retornar de uma viagem oficial à Rússia e à Hungria, prometeu assistência federal para ajudar a população e começar a reconstruir a área.

À luz do desastre, o Ministério da Economia do Brasil respondeu aprovando incentivos fiscais para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde as chuvas também causaram danos.

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Desde dezembro, fortes chuvas provocaram inundações e deslizamentos de terra em grande parte do Brasil, ameaçando atrasar as colheitas e forçando brevemente a suspensão das operações de mineração no estado de Minas Gerais, ao norte do Rio.

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Reportagem de Sebastian Rocandio em Petrópolis e Rodrigo Viga Gaier no Rio de Janeiro; Reportagem adicional de Eduardo Simões em São Paulo e Marcela Ayres em Brasília; Roteiro de Gabriel Araujo e Ana Mano; Edição por John Stonestreet, Alison Williams, Chizu Nomiyama e Diane Craft

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